ADN trama Rosa Grilo e revela que foi a viúva a atar o saco à cabeça do marido

Sangue na arma e vestígios na zona do saco onde foi dado o nó não deixam dúvidas.

A investigação aproxima-se do final e a prova científica é a grande arma da Polícia Judiciária. Há ADN de Luís Grilo na arma apreendida em casa de António Joaquim, amante de Rosa; há ADN de Rosa no saco e na corda usada para tapar a cabeça de Luís Grilo, já depois de morto.

A história que tem vindo a envolver o país e cuja protagonista é Rosa Grilo teve início a 16 de julho de 2018, após Luís Grilo ter supostamente saído de casa para nunca mais voltar.

A mulher fez apelos, os amigos fizeram buscas diárias, mas o corpo do triatleta de 50 anos viria mais tarde a ser encontrado com sinais de violência, mais de um mês depois do desaparecimento. Foi encontrado no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa, e em avançado estado de decomposição.

Rosa Grilo e o amante, António Joaquim, viriam a ser detidos por suspeita de homicídio. Em setembro, a Polícia Judiciária revelou que Luís Grilo havia sido atingido por um disparo de arma de fogo na caixa craniana, o qual lhe terá provocado a morte.

Agora, após meses de encarceramento dos dois suspeitos, a Policia Judiciária já terá concluído a investigação, tendo o processo sido remetido para o Ministério Público de Vila Franca de Xira, que deverá avançar com uma acusação nas próximas semanas, avança a revista Sábado.

Rosa Grilo e António Joaquim poderão ser acusados de crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida. Estão ambos em prisão preventiva.

Mas, afinal, que provas tramaram Rosa Grilo?
A acusação da Polícia Judiciária vai baseia-se, principalmente, em provas científicas. Há ADN de Luís Grilo na arma apreendida em casa de António Joaquim, bem como ADN de Rosa no saco e na corda usada para tapar a cabeça de do triatleta, já depois de morto.

Luís Grilo terá sido assassinado a 15 de julho do ano passado, na casa onde vivia, nas Cachoeiras, em Vila Franca de Xira.

A versão de Rosa, de que o marido foi morto á sua frente por dois angolanos, não convence e diverge em bastante pontos.

Rosa diz que o marido foi morto na cozinha pelos angolanos, mas na cozinha, não há sangue. Os vestígios podem ser apenas encontrados no quarto on Luís dormia.

A viúva diz que Luís foi morto com dois tiros e afinal, segundo a acusação, foi apenas com um.

Desde o momento da acusação que as autoridades avançam motivos financeiros para a morte de Luís Grilo. Recentemente, foi descoberto um novo seguro de vida que abonava a favor da alegada homicida.