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Ângela quer engravidar do marido morto mas lei não deixa

Petição online já conta com mais de seis mil assinaturas. Número está sempre a crescer.

Ahistória de amor de Ângela e Hugo, contada pela TVI ao longo de quatro episódios, está a emocionar os portugueses. Os jovens do Porto apaixonaram-se à primeira vista, viveram um amor intenso e raro, mas ao contrário dos contos de fada, estão longe de ter um final feliz.

Hugo morreu na sequência de um cancro, em março de 2019, apenas 12 horas depois de casar com Ângela, num quarto do Hospital de São João, rodeado de amigos e familiares.

Quando ainda estava responsivo, o cabeleireiro, de 29 anos, disse à mulher que tinha dois sonhos por cumprir. Casar pela igreja e ter um filho com ela. O primeiro acabou por cumprir, apesar de não ter conseguido chegar à capela do hospital devido a uma grave hemorragia interna.

Já o segundo desejo, ficou por cumprir, apesar de ter feito tudo para que Ângela pudesse engravidar mesmo após morrer. Hugo crio-preservou o seu sémen e deixou o consentimento prévio para que este fosse utilizado por Ângela para engravidar.

O problema é que, de acordo com a lei portuguesa, “não é lícito à mulher ser inseminada com sémen do falecido, ainda que este haja consentido no ato de inseminação” e, em poucos dias, as gamelas com o material recolhido serão destruídas.

Perante este facto e não se dando por vencida, Ângela criou uma petição online. E desde que o primeiro episódio da reportagem foi emitido, na segunda-feira, mais de seis mil pessoas já assinaram.

Na petição pública, Ângela pede ao Presidente da República que “seja discutido no Parlamento Português a Inseminação Artificial com sémen de cônjuge falecido”. Só desta forma Ângela poderá concretizar o sonho que tinha em conjunto com o amor da sua vida.