"Armando Vara é a ponta do icebergue de uma rede muito poderosa"

“Armando Vara é a ponta do icebergue de uma rede muito poderosa”

Luís Marques Mendes indicou, no seu espaço de comentário da SIC Notícias, que os crimes cometidos por Armando Vara não tiveram apenas o aval de José Sócrates. O comentador também deixou algumas impressões sobre a moção de confiança a Rui Rio.

No entender de Luís Marques Mendes, a prisão de Armando Vara “é o princípio do fim de uma ideia generalizada em Portugal – a ideia de que para a cadeia só vai a arraia-miúda”. “Vara foi muito poderoso no PS, no país e na banca e está hoje na prisão”, estabeleceu o comentador, no seu espaço de comentário da SIC Notícias.

O antigo ministro afirmou que, assim como aconteceu com a Operação Marquês, cuja figura central era José Sócrates, esta investigação deverá revelar um problema mais profundo: “Armando Vara é apenas uma ponta do icebergue de uma rede muito poderosa que durante 20 anos, ou mais, existiu em Portugal”.

“Uma rede liderada por Sócrates, Vara e Carlos Santos Silva, que começou a operar ainda no tempo de Guterres, nos anos 90 e que foi até ao fim do consulado de Sócrates em 2011”, acrescentou, sublinhando que tinha como intuito “controlar o país”.

O social-democrata foi mais longe nas suas críticas: “Armando Vara, para ajudar a destruir a CGD e o BCP, não teve apenas o aval de Sócrates. Teve também a aprovação do Banco de Portugal”.

Debruçando-se sobre a moção de confiança votada na passada quinta-feira, em sede de Conselho Nacional Extraordinário, sobre o atual líder do PSD, Marques Mendes indicou que Rui Rio “foi muito inteligente e muito profissional”, explicando que beneficiou do facto de não ter optado por eleições diretas.

No entender do ex-líder do PSD, Rio “teve mérito nos dois discursos que fez” porque foi “assertivo, acutilante e mobilizador”. “Aquilo que, de resto, alguns dizem que ele não tem feito em relação a António Costa”, atirou.

Por outro lado, garantiu, “esta vitória não diz nada ao país”. “O debate foi muito de aparelho, ninguém nem de um lado nem de outro lançou uma ideia para o país e isso foi pena”, afirmou Marques Mendes, explicando que Rio ganhou mais “no plano interno”.

Paralelamente, indicando nomes que entende como “pesos pesados” para líderes do PSD, Marques Mendes anunciou Paulo Rangel será o cabeça-de-lista do partido nas eleições Europeias. “Paulo Rangel será o cabeça-de-lista do PSD às Europeias, Rui Rio já decidiu”, afirmou.