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Bandidos disfarçam-se de polícia e roubam 720 kg de ouro

Criminosos mantiveram família de funcionário refém e realizaram ação em dois minutos e meio.

Os adultos —dois homens e duas mulheres— foram levados ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). No início da noite, prestavam depoimento a esposa e a sogra do funcionário, além de funcionários do aeroporto.

O caso é agora apurado pela 5ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Bancos, no Carandiru (zona norte de São Paulo). 

A empresa Brinks, que faz o transporte de valores, afirmou estar colaborando com as autoridades para apurar o ocorrido, sem dar mais informações. 

O roubo ocorreu por volta das 14h30, no armazém de exportação do Terminal de Cargas, informou a concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, a GRU Airport. Segundo a empresa, a operação de embarque e desembarque não foi prejudicada. 

Imagens obtidas pela reportagem mostram que os homens chegaram armados com pistolas e fuzil a bordo de dois veículos simulando viaturas da Polícia Federal, entraram no armazém do Terminal de Cargas e utilizaram os funcionários e uma empilhadeira para transferir o ouro para dentro de uma das caminhonetes utilizadas no roubo.

A GRU Airport afirmou que participaram da ação oito homens. Foram levados 750 kg de metais preciosos, incluindo os 720 kg de ouro, que tinham como destino Zurique e Nova York. 

As caminhonetes clonadas foram abandonadas no final da tarde em um terreno no Jardim Pantanal, zona leste da capital, a cerca de 12 km do local do assalto. Foi nesse terreno que os bandidos fizeram o transbordo dos metais preciosos roubados para outras duas caminhonetes, de cor branca, e fugiram rumo ao interior do estado.

Na noite desta quinta, a polícia informou que também havia localizado as caminhonetes brancas usadas na fuga, sem dizer o local. Informou também que não havia registro de que os veículos clonados eram roubados.

Representantes da Brinks e o casal que achou os veículos também foram ouvidos pela polícia, e as viaturas clonadas passaram por perícia e foram enviadas ao pátio da polícia.

Policiais civis, militares e da Polícia Rodoviária Federal lançaram uma operação, no início da noite, para localizar os veículos e os bandidos, que ainda estão em fuga.

Alguns moradores que viram os criminosos chegarem afirmam que a ação foi discreta. Um morador da rua disse que, do alto de uma casa, observou os criminosos descarregarem os veículos. “Estavam encapuzados e armados até os dentes. Foi rápido, depois deixaram o refém e já era.”

O dono e os funcionários que estavam no galpão onde o ouro foi transferido também seriam levados ao Deic para prestar depoimento —por ora, são todos tratados como testemunhas.

O responsável pelo terreno, que pediu para não ser identificado, afirmou que tinha saído do local quando os bandidos chegaram.

Curiosos cercaram o local, o que levou os policiais a dispararem algumas bombas sonoras para dispersar.
Após a polícia deixar o terreno, os donos do imóvel tentavam expulsar moradores que queriam pular o muro para procurar ouro que pudesse ter sido deixado para trás.  

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