Condenados jiadistas envolvidos em atentado que matou portuguesa

Condenados jiadistas envolvidos em atentado que matou portuguesa

Sete suspeitos foram condenados a prisão perpétua por dois ataques em 2015. Maria da Glória Moreira estava na praia, em Sousse, na Tunísia, quando foi morta.

As autoridades tunisinas condenaram este sábado sete suspeitos a prisão perpétua e emitiram outras sentenças num julgamento por dois ataques em 2015 na Tunísia que provocaram 60 mortos, na maioria turistas. Num dos ataques, num resort em Sousse, entre os 38 mortos estava a portuguesa Maria da Glória Moreira, de 76 anos, do Porto, que estava de férias naquela cidade costeira tunisina.

Samir Ben Amor, advogado de um dos 44 indiciados, disse que o veredicto está relacionado com o ataque contra o famoso Museu Bardo em Tunes e no atentado armado numa popular estância de veraneio.

Foram ainda emitidas penas entre 16 anos e seis meses, enquanto foram retiradas as acusações a 27 suspeitos, de acordo com Ben Amor.

Nenhum dos réus foi condenado à pena capital, por um conjunto de acusações que incluem morte premeditada, ameaça à segurança nacional e filiação num grupo extremista.

Foram todos sentenciados num julgamento simples que terminou este sábado de madrugada. A acusação disse que vai apelar dos veredictos.