Dor de Sandra no funeral da filha e da mãe assassinadas pelo ‘monstro’ do Seixal

Dor de Sandra no funeral da filha e da mãe assassinadas pelo ‘monstro’ do Seixal

Ninguém tem o direito de tirar uma vida e de cometer estes atos tão extremos.” Palavras do padre Geraldo proferidas este sábado na despedida à pequena Lara, de dois anos, e à sua avó, Helena Cabrita, assassinadas por Pedro Henriques, que esfaqueou a sogra e asfixiou a filha.

As cerimónias fúnebres decorreram com a presença de centenas de pessoas que ampararam a mãe da criança, Sandra, e o avô da menina, Rui Cabrita. O cortejo saiu da capela mortuária da Igreja Nosso Senhor do Bonfim, em Foros de Amora, no Seixal, onde os corpos foram velados, para o cemitério da Amora.

“Não foi possível fazer Justiça na terra, mas a Justiça divina existe e todos nós teremos de comparecer no tribunal de Deus e responder pelos nossos atos.
E lá as contas serão acertadas”, frisou o sacerdote na homilia, dirigindo-se, especificamente, aos amigos e familiares das vítimas: “Podem agora estar fisicamente com Rui e Sandra para dizerem que estão a seu lado neste momento e solidários com a sua dor.”

Dezenas de balões cor-de-rosa e brancos foram largados ao vento em homenagem a Lara e Helena Cabrita. Os corpos de avó e neta foram sepultados lado a lado. A cerimónia fúnebre terminou com um aplauso às vítimas.

O Ministério Público, recorde-se, opôs- se à cremação dos corpos por entender que o processo ainda está em aberto e haver necessidade de mais diligências.

Camisolas com boneca e laços cor-de-rosa

Nas cerimónias fúnebres, alguns amigos envergaram camisolas com uma boneca estampada, em homenagem a Lara, enquanto algumas pessoas levaram ao peito um laço cor-de-rosa, a lembrar o adereço que a mãe colocava no cabelo da menina.

Padre benze menina que não foi batizada

O sacerdote que presidiu à missa de corpo presente, na Igreja Senhor do Bonfim, decidiu, num gesto simbólico, benzer os corpos durante a homilia invocando que Lara nunca chegou a “ter tempo de poder receber o batismo católico”.