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Em Braga há quem contorne os limites de abastecimento

Depois das enchentes de quinta e sexta-feira passada, os postos de combustível em Braga estão a funcionar com tranquilidade, esta segunda-feira de manhã. Na Galp do Minho Center, na Repsol junto à Rodovia e no Eleclerc, onde se costumam concentrar as maiores filas, o dia começou com todo o tipo de combustível disponível e sem confusões. Alguns condutores estão a conseguir contornar os limites impostos de abastecimento, recorrendo ao pagamento em bomba, que não requer o pré-pagamento.

Franquelim Silva chegou sábado de França, onde está emigrado, e aproveitou hoje para encher o depósito. Conseguiu-o numa bomba automática, onde não havia controlo no número de litros que os clientes depositam nos veículos. “Precisava mesmo de abastecer e, como é o primeiro dia [de greve] vim prevenir-me, porque a partir de quarta-feira deve começar a haver problemas de abastecimento. Vou fazer o depósito cheio, para não ter de enfrentar filas nos próximos dias”, afirmou. Conseguiu abastecer com mais de 40 litros de combustível.

Segundo o que foi possível apurar, este não será caso único e, em alguns postos da região, há condutores que estão a conseguir contornar a limitação através do pagamento automático em bomba, ou devido a distrações dos funcionários encarregados de limitar os abastecimentos.

Pedro Silva, que vem de Esposende para Braga todos os dias, também, aproveitou para encher mais 15 litros de gasóleo. “Ando muitos quilómetros e o depósito não dá para muito tempo. Costumo meter ao fim de semana, mas na quarta-feira meti de forma antecipada, porque previa que no fim de semana houvesse maior quantidade de gente e mais afluência às bombas, porque Esposende é uma zona de férias e praia”, elucida o mecânico.

João Gomes, que está de férias, também aproveitou os 15 litros permitidos nesta bomba da rede estratégica de postos de abastecimento (REPA) para “atestar”. “Nunca se sabe quantos dias dura a greve”, atira.

O mesmo diz Júlio Gonçalves. Está de férias, mas quer o carro atestado, porque vai entrar ao trabalho na próxima semana. “Enchi na quinta-feira e, agora, vim reforçar”, admite.

Há, por outro lado, muitos bracarenses que não se dizem “preocupados” com a greve dos motoristas, como é o exemplo de Anabela Magalhães, que só se dirigiu a uma bomba, “porque precisava”, ou Miguel Pires, que vive no Gerês e “se for preciso vai a Espanha”. “Vim entregar o carro a uns primos e tenho que colocar algum combustível. Mas não estou muito preocupado”, assegura.

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