F. C. Porto empata em Guimarães e permite aproximação de Benfica e Braga

O líder F. C. Porto empatou a zero, este domingo, em casa do Vitória de Guimarães, em jogo da 20.ª jornada da Liga, e viu Benfica e Braga, segundo e terceiro classificados, respetivamente, aproximarem-se.

Apesar de terem conseguido o 25.º jogo consecutivo sem derrotas e chegado aos 50 pontos no campeonato, os azuis e brancos viram o Benfica ficar a três pontos de distância, após o triunfo no dérbi com o Sporting (2-4), e o terceiro, Sporting de Braga, ficar a quatro, após o triunfo sobre o Aves (0-2), no sábado.

O F. C. Porto foi superior durante mais tempo e falhou uma “mão cheia” de ocasiões para desfazer o nulo, principalmente por Marega, diante de um Vitória que se entregou muito ao jogo em cada lance e que mantém, para já, o quinto lugar, com 32 pontos.

Com Pepê a substituir o lesionado André André no meio-campo e Davidson a render Ola John na ala esquerda do ataque face ao jogo anterior – triunfo sobre o Feirense (2-1) -, a equipa treinada por Luís Castro teve mais bola nos cinco primeiros minutos e “empurrou” o jogo para o meio-campo contrário.

Mas o F. C. Porto, a jogar com o mesmo onze que, na quarta-feira, derrotou o Belenenses por 3-0, respondeu ao minuto seis com o primeiro lance de verdadeiro perigo, num remate de Brahimi, ao lado, e começou a pressionar cada vez mais a retaguarda vitoriana até tomar conta da partida.

Superiores nas disputas de bola e mais rápidos nas saídas para o ataque, os dragões ficaram novamente a centímetros do golo ao minuto 16, quando Soares, ainda de fora da área, rematou à trave. Voltaram a ameaçar as redes vitorianas em remates de Alex Telles, de Herrera e numa tentativa de chapéu de Marega, por cima, aos 29 minutos.

Pelo meio, o Vitória, nas poucas vezes em que conseguiu circular a bola até à área portista, obrigou Casillas a aplicar-se, em duas tentativas de Rafa Soares, aos minutos 15 e 22.

O ritmo dos “azuis e brancos” quebrou no início da segunda parte e a equipa anfitriã aproveitou o maior espaço concedido pelo opositor para voltar a exibir um futebol “rente à relva” e falhar a primeira situação clara da segunda parte, quando Davidson, após contra-ataque, apareceu na cara de Casillas, mas acertou mal na bola (55 minutos).

A equipa de Sérgio Conceição manteve a vocação ofensiva no decorrer da segunda parte, com Corona a obrigar Douglas a defesa apertada, aos 63 minutos, e Frederico Venâncio a impedir em cima da linha de golo um desvio de Marega, aos 73, mas partiu-se mais vezes, expondo-se a vários contra-ataques vitorianos, quase sempre mal definidos.

Num jogo de muita luta, em que as duas equipas perderam avançados por lesão – Guedes, no Vitória, e Marega, no F. C. Porto -, os dragões ainda fizeram um último esforço para chegar ao triunfo, mas, perante um adversário bem organizado atrás, só esteve mesmo perto do golo quando Corona rematou para defesa de Douglas, aos 87 minutos.