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Governo avança para requisição civil na greve dos motoristas

Em Conselho de Ministros, o Executivo de Costa decidiu decretar a requisição civil parcial. Os motoristas que não acatarem a decisão respondem judicialmente pelo crime de desobediência.

O Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Tiago Antunes, anunciou, ao final da tarde desta segunda-feira, que o Executivo vai avançar com a requisição civil.

Esta decisão surge na sequência das declarações de Costa em Belém, altura em que o primeiro-ministro revelou que os serviços mínimos não estão a ser cumpridos desde as 14h30, contrariamente ao que aconteceu no período da manhã.

Com efeito, o Conselho de Ministros reuniu-se, por via eletrónica, para analisar a necessidade de avançar com requisição civil – uma figura que vários ministros do Governo de Costa deram como certa na semana passada se os serviços mínimos não fossem cumpridos.

A zona Sul do país, nomeadamente o Algarve, é das mais afetadas pelo incumprimento dos serviços mínimos. Também o Aeroporto de Lisboa já se ressente. O ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado é “insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, provocando “restrições à operação”, disse hoje à Lusa a ANA Aeroportos.