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Hospital francês inicia processo de morte de médico em estado vegetativo

O hospital de Reims anunciou, esta segunda-feira, que suspendeu a assistência vital a Vincente Lambert, o médico que está em estado mínimo de consciência desde que, em 2008, sofreu um grave acidente de viação.

Num comunicado enviado à família, o hospital, localizado no norte do país, deu conta do início, esta segunda-feira, do procedimento do fim dos tratamentos e da aplicação de “um sedativo profundo e continuo” para reduzir o sofrimento de Vincent.

O caso tem gerado polémica em França e está marcado por uma batalha legal entre os pais, que não aceitam a morte do filho, e pela mulher e alguns familiares, que defendem o fim dos tratamentos. Os advogados dos pais recorreram para o Conselho do Estado, depois de sucessivas derrotas nos tribunais, que no final de abril confirmou a decisão de 2015, favorável à interrupção da assistência médica.

De acordo com a “Euronews”, um novo recurso pró-vida foi apresentado num tribunal de Paris e rejeitado no dia 15. Esta segunda-feira, os responsáveis pelo hospital de Reims iniciaram o processo relacionado com a suspensão da assistência vital a Vincent Lambert.

Ainda assim, os advogados dos pais avançaram com um recurso com caráter de urgência para suspender a última decisão do hospital, justificada pelos médicos por se enquadrar na “Lei Fim de Vida”, em vigor desde fevereiro de 2016.O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem rejeitou o pedido, alegando falta de “novos elementos” que o justificassem, adianta a France Press (AFP).

De Macron ao Vaticano

“A decisão de interromper os cuidados foi tomada depois de um diálogo permanente entre os seus médicos e a sua mulher, a sua tutora legal” e na “aplicação da nossa legislação que permite suspender os cuidados em casos de obstinação irracional”, referiu Emmanuel Macron, na rede social Facebook.

Rezemos por aqueles que vivem em estado de grave enfermidade. Protejamos sempre a vida, dom de Deus, desde o início até a morte natural. Não cedamos à cultura do descarte.

O caso de Vincent está também a merecer a atenção internacional. Sem nunca se referir ao caso, o Papa Francisco partilhou, também esta segunda-feira, uma mensagem nas redes sociais, apeando à proteção da vida. “Não cedamos à cultura do descarte”, disse.

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