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Jovem de 16 anos morre duas semanas depois de violação em grupo “brutal”

Uma adolescente de 16 anos que foi vítima de uma violação em grupo na região boliviana de Oruro, na zona oeste do país, morreu ao fim de pouco mais de duas semanas de internamento hospitalar.

Os suspeitos, para já investigados apenas por um crime de violação agravada, são quatro jovens com 16 e 17 anos, detidos provisoriamente num centro de reabilitação para menores. Uma vez que a menina morreu, o Ministério Público pode agora ampliar a acusação para homicídio (punido até 30 anos de prisão), disse o procurador de Oruro, Orlando Zapata, citado pela agência Efe.

O caso ocorreu no passado dia 16 de outubro, depois de os quatro adolescentes se terem encontrado com a vítima para consumirem bebidas alcoólicas numa casa na cidade de Oruruo. Segundo o Ministério Público, a jovem – que deveria ter chegado com mais três amigas mas acabou por aparecer sozinha – perdeu a consciência depois de beber dois copos e quando acordou “não se lembrava do que tinha acontecido, sentia muito frio e uma dor forte nos quadris, razão pela qual não se conseguia levantar.”

Depois de sair do local, a jovem foi ajudada por pessoas que a levaram ao hospital, onde deu entrada em estado crítico com diagnóstico reservado. Acabou por morrer na quinta-feira passada, sucumbindo aos ferimentos de que foi alvo. O advogado da família da vítima, Roger Santa Cruz, descreveu o caso como “a pior violação deste ano em território nacional” devido à sua “brutalidade”, escreve o boliviano “La Razón”.

As autoridades estão à espera dos exames forenses para apurarem se os jovens consumiram alguma droga além do álcool. E aguardam também os resultados da autópsia ao corpo, que foi realizada este sábado.

O caso levou a que o governo da Bolívia criasse uma comissão especial para investigar o sucedido. E o ministro da Justiça, Héctore Arce, alertou para a quantidade de violações em grupo que se registaram nos últimos meses no país. Já o procurador de Oruruo recomendou aos pais de jovens em idade escolar que “façam um controlo mais rigoroso dos filhos”, para que episódios fatais como este sejam evitados.