Mais câmaras sem descontos no IMI

Mais câmaras sem descontos no IMI

75 municípios não aderiram ao IMI familiar, mais seis do que em 2018.

Este ano, 75 câmaras, mais seis do que em 2018, não vão dar desconto às famílias com filhos a cargo no pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
É o caso de Porto, Vila Nova de Gaia, Castanheira de Pera ou Barreiro, segundo a lista das 298 autarquias que até 31 de dezembro passado comunicaram às Finanças a adesão ao IMI familiar.

Em contrapartida, 223 municípios decidiram atribuir uma redução da taxa em função da dimensão familiar, como por exemplo Viana do Castelo, Marco de Canaveses, Aveiro, Tomar, Lisboa, Loures, Amadora, Sesimbra, Faro ou Loulé.

O desconto é atribuído automaticamente, com base no número de dependentes declarados no IRS do ano anterior, e varia entre os 20 euros para agregados com um dependente, 40 com dois e 70 euros para famílias com três ou mais dependentes.
O bónus aplica-se apenas às casas de habitação própria e permanente.

Entre os concelhos que este ano optaram por retirar este bónus às famílias estão Amarante, Armamar, Arouca, Bragança, Coimbra, Figueira de Castelo Rodrigo, Loulé, Monchique, Odivelas, Paredes, Ponte da Barca e Porto Moniz.

Já Vila do Conde e Torres Novas decidiram o inverso e este ano vão aliviar o orçamento dos agregados com filhos. Há ainda 147 autarquias que vão aplicar a taxa de IMI pelo valor mínimo (0,3%), às quais se somam mais 49 que colocaram a taxa entre 0,3% e 0,35%.

Este ano, as datas de pagamento do IMI serão diferentes face aos anos anteriores. Os proprietários de imóveis com um valor de IMI igual ou inferior a 100 euros passam a pagar o imposto numa única prestação, em maio.

Entre os 100 e os 500 euros, os pagamentos efetuam-se em duas vezes: maio e novembro. Acima deste patamar, a fatura é paga em maio, agosto e novembro.