Matou e esquartejou a namorada. E viveu 15 meses com o corpo numa arca

Manuel foi detido por alegadamente matar e desmembrar a namorada, de 22, e depositar os restos mortais num congelador. As autoridades acreditam que viveu com o corpo da vítima durante 15 meses. O caso aconteceu há dias em Espanha.

Numa altura em que a problemática da violência doméstica é notícia em toda a imprensa portuguesa e em que é tema com direito a discussão no Parlamento – pelo menos nove mulheres foram assassinadas, desde o início do ano, por homens que lhes eram próximos -, há um caso que está a chocar a vizinha Espanha.

Um homem de 42 anos, identificado como Manuel M. A., foi detido, na madrugada de sexta-feira, como presumível autor do homicídio da namorada, Daría, cujo corpo desmembrou em cinco partes antes de colocar dentro de uma arca congeladora, em casa, onde o manteve durante mais de um ano sem que os vizinhos e o proprietário do imóvel habitassem.

A investigação policial ao caso de violência doméstica, relatada pelo jornal “El Mundo”, começou no dia 30 de dezembro de 2018, quando uma mulher denunciou o desaparecimento da filha, natural da Rússia e adotada por uma família espanhola, de quem não tinha notícias desde outubro de 2017.

Depois do alerta, a Polícia Nacional começou a investigar o desaparecimento e, ao descobrir que uma suposta infidelidade tinha abalado a relação amorosa da jovem, centrou as investigações no homem, que sempre negou qualquer envolvimento.

Na quinta-feira passada, os agentes conseguiram um mandado judicial e entraram na casa onde residia o suspeito. Dentro da habitação, localizada na rua Camino Santiago, em Alcalá de Henares, Madrid, as autoridades depararam-se com uma arca congeladora de 100 litros de capacidade e um metro de altura por 60 centímetros de largura. Ao abri-la, encontraram o corpo esquartejado de Daría, cuja identidade a autópsia deverá confirmar. As autoridades acreditam que o alegado homicida terá vivido com o cadáver em casa desde fins de 2017, quando o crime terá sido cometido.

Durante a madrugada de sexta-feira, a Polícia deteve Manuel na via pública. O homem, de nacionalidade espanhola, não tem antecedentes criminais nem registos de denúncias por maus tratos.