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Menina de 10 anos abandonada pela mãe adotiva que a acusava de ser adulta e de a tentar matar tem nova família

Kristine acusava a jovem de ser uma sociopata de 22 anos.

Natalia, a jovem anã de origem ucraniana, cuja família adotiva a acusava de ser uma mulher adulta de 22 anos, já foi encontrada. O paradeiro da jovem era desconhecido após Kristine Barnett a ter abandonado nos Estados Unidos e fugido para o Canadá com a restante família.

Natalia encontrou uma nova família adotiva e vive agora ao cuidado da mesma em Lafayette, Indiana. Antwon Mans, de 36 anos, e a esposa Cynthia, de 39, acolheram Natalia que se juntou aos cinco filhos do casal. Esta nova família com fortes crenças cristãs trata a ucraniana como uma filha mesmo após as alegações macabras feitas por Kristine sobre Natalia.
Um amigo da família Mans disse ao jornal britânico DailyMail que são “bons samaritanos” e encontraram a criança abandonada.

Os Mans tentaram tornar-se tutores legais de Natalia em 2016, mas depois retiraram o pedido após o tribunal ter confirmado uma decisão anterior de que a jovem nasceu em 1989 e não em 2003, avança o jornal britânico Mirror. Apesar de não se terem tornado tutores legais, a família manteve Natalia aos seus cuidados.

A jovem foi adotada inicialmente por Kristine Barnett, de 45 anos, e Michael Barnett, de 43, que foram acusados de negligência após terem abandonado a jovem num apartamento e se mudado para o Canadá.

Kristine afirmava que Natalia, com menos de um metro de altura, era uma sociopata de 22 anos – atualmente com 30 anos – que fingia ser criança e tentou matar a sua família numa história que faz lembrar a narrativa do filme ‘A Orfã’.

De acordo com o jornal britânico Mirror, Natalia foi examinada no ano em que foi adotada, em 2010. A médica determinou que a menina tinha oito anos, mas dois anos depois, aos 10 anos, os pais adotivos da criança mudaram legalmente a idade da menina para 22 anos.
O casal teve a idade de Natalia “corrigida” após um médico lhes ter dito que a data de nascimento de Natalia em 2003 estava errada e que a filha escondia a sua verdadeira idade.

Devido à sua condição tem sido difícil para os médicos determinar a idade da jovem. Após ter sido abandonada pela família adotiva, Natalia terá permanecido na casa da família, nos Estados Unidos, durante um ano até ser despejada. Posteriormente foi acolhida pelos Mans.

A mãe adotiva de Natalia afirma que esta foi diagnosticada como psicopata e sociopata. Kristine afirma que percebeu que a jovem era uma mulher adulta porque já menstruava, tinha dentes de adulto e pelos pubianos, coisa que Natalia tentava esconder.

Kristine alega ainda que os médicos examinaram Natalia e concluíram que sofria uma doença psicológica grave, diagnosticada apenas em adultos. Essa doença terá levado Natalia a saltar de carros em movimento e a espalhar sangue pelos espelhos.

A mulher diz que Natalia ameaçou esfaqueá-la e ao seu marido durante o sono, empurrou-a em direção a uma serra elétrica e verteu lixívia no seu café.

“Fazia declarações e fazia desenhos onde dizia que queria matar membros da família, enrolá-los num cobertor e colocá-los no quintal”, acusa Kristine em entrevista ao DailyMailTV.

“Ela punha-se em pé sobre as pessoas a meio da noite. Não conseguia dormir. Tivemos que esconder todos os objetos afiados”, acrescenta.

Natalia sofre de uma forma rara de nanismo, o que significa que não chega a ter um metro de altura e tem problemas em andar.