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Morre durante sexo em viagem de negócio. Tribunal diz que foi acidente de trabalho

A família de um homem que morreu de ataque cardíaco depois de ter relações sexuais com uma mulher que conheceu numa viagem de negócios vai ser compensada pela morte do familiar. Um tribunal francês considera que a morte foi um acidente de trabalho.

A decisão, divulgada pelo jornal “Daily Mail”, obriga o patrão do homem a pagar uma indemnização equivalente a 80% do salário mensal aos filhos até à idade em que o homem atingiria a reforma. O Estado ficará depois responsável pelo pagamento.

Xavier X, cuja identidade não foi revelada, trabalhava como engenheiro na empresa TSO, responsável por construções de linhas de caminho de ferro. Em 2013, durante uma viagem de negócios a Meung-sur-Loire, conheceu uma mulher e foi encontrado sem vida num quarto de hotel pouco depois de manter relações sexuais com essa mulher.

Já em 2016, um tribunal de primeira instância tinha decidido que “um encontro sexual era um ato de vida normal, como tomar banho ou café”. A decisão foi agora confirmada. O tribunal acrescentou, ainda, que “independentemente daquilo que o trabalhador fazia dentro e fora do horário laboral”, o acidente foi em situação de trabalho, pelo que é da responsabilidade dos empregadores.

A empresa tentou de todas as formas afastar a responsabilidade do acidente, apontando que o trabalhador nem estava no hotel que tinha sido reservado para a viagem de trabalho, explicando, ainda, que a vítima incorreu numa prática de adultério.

Em França, uma lei com dez anos determina que qualquer acidente sofrido por um funcionário durante uma viagem de trabalho é encarado como um “acidente de trabalho”. Já em 2017, um homem, que estava numa viagem de negócios na China, e que ficou ferido durante uma festa numa discoteca, recebeu uma compensação por “acidente de trabalho”.