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“O meu pai morreu no meio da rua”

INEM demorou cerca de duas horas a prestar socorro ao pai da psicóloga.

Joana Amaral Dias continua a sofrer pela morte do pai, Carlos, que perdeu a vida a 3 de dezembro vítima de paragem cardiorrespiratória.

A psicóloga abriu o coração a Cristina Ferreira e partilhou o seu sofrimento: “[O meu pai] sentiu-se mal. A auxiliar que estava com ele em casa chamou o INEM às 09h09. Sabes a que horas o meu pai chegou ao hospital? Já passava das 11h00 da manhã.”

Emocionada, a ex-deputada lamentou o facto de a emergência médica ter demorado a atuar: “O meu pai morreu no meio da rua com uma paragem cardiorrespiratória. Se ele tinha muitas patologias associadas, não se justifica nunca não ter resposta da emergência médica.” Joana só recebeu a notícia após terminar a sua intervenção num programa televisivo.

“Tinha o telefone em modo voo. Senti-me ausente, inútil. Tudo isso também custa muito a aceitar”, disse Joana Amaral Dias, que recorda o pai como um exemplo: “Era uma pessoa ativa, brincalhona, super trabalhadora.”