Pessoas a morrer à porta de hospitais, corpos na rua. O ‘filme de terror’ no Equador

Hospitais e sistema funerário do país estão em colapso.

O Equador vive momentos complicados com a propagação da Covid-19 no país. Relatos que nos chegam da imprensa internacional dão conta de corpos que estão a ser deixados em plena via pública e outros tantos embrulhados em plástico e abandonados.

O país já confirmou a existência de 2.700 pessoas infetadas e 93 mortes. Contudo, os dados podem muito bem não corresponder à realidade dado que não se estão a efetuar testes suficientes e há muitos corpos ainda por descobrir.

Na cidade de Guayaquil, só nas ultimas 24 horas, foram recolhidos 150 corpos.

A autarca da cidade, também ela infetada, refere que cabe ao governo responsabilizar-se pela recolha dos corpos.

A mesma autarca refere que os corpos sem paradeiro estão agora a ser colocados em contentores refrigerados à espera que se façam planos para um novo cemitério.

Nas redes sociais, são várias as denúncias que reportam a situação de calamidade vivida sobretudo nesta cidade do país. Fala-se de pessoas a morrer às portas dos hospitais, corpos abandonados pela cidade, e de corpos a serem queimados na via pública pelos próprios populares.

O país já admitiu o colapso do sistema funerário, como resultado desta crise, e foi necessário criar uma força composta por militares para conseguir recolher os corpos.

Segundo o South China Morning Post, surgem todos os dias entre 500 a mil pacientes no maior hospital de Guayaquil, queixando-se de problemas respiratórios, Muitos são falso alarme, mas o grande volume de pacientes está a levar o hospital ao ponto de ruptura.

A Associação Nacional de Enfermeiros daquele país refere que mais de 370 profissionais estão contaminados.

O primeiro caso de Covid-19 no país foi registado a 29 de fevereiro. Tratava-se de uma mulher de 70 anos que tinha chegado de viagem de Itália. A província de Guayas, cuja capital é Guayaquil, concentra 70% dos casos da Covid-19 no Equador, dá conta a Globo.