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Piloto desmaiou durante voo Porto-Funchal e co-piloto não podia aterrar na Madeira

O comandante de um voo da Transavia que fazia a ligação entre o Porto e o Funchal, na sexta-feira, desmaiou e o co-piloto acabou por regressar à Invicta, por não ter a formação necessária para aterrar no complicado aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira.

Segundo o site especializado “The Aviation Herald”, o piloto do voo TO-3450, que fazia a ligação Porto-Funchal, na sexta-feira de manhã, desmaiou durante cerca de um minuto e ficou incapacitado para voar. Foi assistido por um médico que seguia entre os passageiros do voo, suspeitando-se de uma quebra de tensão.

O co-piloto assumiu o controlo do aparelho mas, segundo o mesmo site, não tinha a certificação necessária para aterrar no aeroporto Cristiano Ronaldo, por isso, apesar de já estar mais perto do destino e de aeroportos como Porto Santo ou Lisboa, decidiu regressar ao Porto, onde aterrou em segurança cerca de 2.15 horas após a partida.

Documentação oficial da NAV Portugal sobre a operação aérea na Madeira revela os requisitos para que um piloto esteja apto a pilotar um avião comercial com destino ou origem no aeroporto Cristiano Ronaldo.

Para além de um mínimo de 200 horas de voo no tipo de avião a utilizar na Madeira, o piloto deve ter realizado uma aterragem e descolagem no Funchal ou treino em simulador com aterragem e descolagem em más condições meteorológicas naquela pista. Em alternativa, poderá ter feito um voo treino para aquele destino com aterragem e descolagem, supervisionado por um instrutor no lugar de co-piloto. A certificação para voar enquanto piloto no comando para o Funchal tem de ser renovada de seis em seis meses.