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Prefere viver no carro a deixar o cão após morte da mãe

Elisabete Gaspar não prega olho há dois meses e meio. Está a viver num carro no parque de estacionamento do Minipreço de Rio Tinto, em Gondomar, com o cão Pepe, o fiel amigo.

Recebe 189,66 euros do Rendimento Social de Inserção – dinheiro que não chega para comer todos os dias -, e espera ter direito a uma habitação social da Câmara de Gondomar, cujo pedido deu entrada em junho.

O medo de ser assaltada assombra-lhe as noites e só lhe permite adormecer ao nascer do dia. “Por volta das cinco ou seis da manhã adormeço e acordo quando o supermercado abre e começa a haver movimento”, confessa Elisabete, de 43 anos.

Viveu sempre com a mãe, a companheira de todos os dias, que perdeu a batalha contra o cancro da mama em janeiro de 2016. “Acabei o 12.º ano no Externato Ribadouro. Estudava e trabalhava ao mesmo tempo. Depois entrei na faculdade de jornalismo e fiz o primeiro ano. No final desse ano, descobrimos que a minha mãe tinha cancro. Dediquei-me a ela”, conta.