Procurado pela GNR identificado na televisão ao lado de Santana Lopes

Procurado pela GNR identificado na televisão ao lado de Santana Lopes

A GNR confirmou o paradeiro de um homem que queria deter através das imagens televisivas da visita de Pedro Santana Lopes ao bairro da Jamaica, no início da semana.

João Malheiro, de 46 anos, suspeito de agredir e perseguir a ex-mulher, foi um dos simpatizantes do Aliança que acompanhou o líder do partido naquela atividade política. Acabou detido três dias depois, em Sesimbra.

A história começa com o divórcio de João Malheiro e com a mudança da antiga esposa de Lisboa para Lousada. Uma decisão que o vendedor de carros nunca aceitou e que o levou a iniciar uma série de ameaças e perseguições.

Numa das situações, Malheiro viajou de Lisboa até ao norte para invadir a nova casa da ex-mulher e destruir vários móveis. Nem alguns dos brinquedos do filho de 14 anos, que vive com a mãe, escaparam. Neste dia, a mulher de 45 anos foi agredida.

Na semana passada, voltou a Lousada com o intuito de agredir novamente a mãe do seu filho e, com esta refugiada no interior da habitação, arrombou a porta da garagem com a sua própria viatura. Um ato desesperado que não lhe permitiu aceder ao interior da casa, mas que fez com que a vítima alertasse a GNR.

EM DIRETO NA TV

Quando os militares chegaram ao local, o agressor já tinha fugido e o caso passou para a dependência do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR de Penafiel, cujo trabalho permitiu que fossem emitidos mandados de detenção. Estes não foram concretizados de imediato, porque Malheiro estava em paradeiro incerto.

A GNR sabia que o suspeito se mantinha a viver na zona da Grande Lisboa, mas não conseguia localizá-lo. Até que, na última segunda-feira, os militares do NIAVE o viram, nas reportagens televisivas sobre a passagem de Santana Lopes pelo bairro da Jamaica, no Seixal. Malheiro era um dos participantes. De imediato, foram contactados os militares do NIAVE de Setúbal e do posto da GNR de Sesimbra, que localizaram e detiveram o suspeito.

Após ser interrogado pelo juiz, João Malheiro ficou obrigado a usar pulseira eletrónica para não se aproximar da ex-mulher e a apresentações bissemanais no posto da GNR.