Professora diz que mala de mão ou colar não são para os dois sexos

Professora diz que mala de mão ou colar não são para os dois sexos

O ministério da Educação foi chamado a intervir num conflito sobre igualdade de género na Escola Secundária de Santa Maria da Feira.

A questão foi levantada por Eduardo Couto, aluno do 11º ano do Curso Profissional de Técnico Comercial, após a receber o teste de Inglês. Na prova, num dos exercícios, a professora pedia aos alunos para dizerem se os acessórios “mala de mão”, “gravata”, “boné”, “collants”, “colar”, cachecol” e “cinto” deviam ser atribuídos ao género masculino ou feminino.

Eduardo, deu a mesma resposta a todas as perguntas: “ambos”. A docente discordou e marcou como errados “gravata”, “boné” e “collants”, ameaçando o aluno “com uma falta disciplinar” no caso de continuar a discussão e não aceitar a correção.

“A roupa não tem género e vou bater-me por uma sociedade igualitária”, escreveu o aluno no Facebook, onde também surge uma fotografia do exercício em causa. Eduardo Couto, simpatizante do Bloco de Esquerda, foi o mais novo delegado a discursar na convenção do BE em novembro.

“Apesar de não se mostrar recetiva à minha opinião, tentei explicar com exemplos práticos”, afirmando que “era normal existirem mulheres com gravata ou homens com collants”, finalizou.

Não foi possível contactar a direção da escola em causa.