Home / Portugal / Suspeita de coronavírus em Portugal. Empresário internado no São João

Suspeita de coronavírus em Portugal. Empresário internado no São João

Análises serão enviadas para o Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, e os resultados conhecidos amanhã. A DGS já confirmou.

Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou, na noite desta sexta-feira, que está a ser avaliado o segundo caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV), em Portugal, tal como avançou a RTP.

Este doente regressou da China no dia 22 de janeiro, onde teve contacto com um cidadão com provável infeção pelo 2019-nCoV, e está a ser encaminhado para o Centro Hospitalar Universitário de S. João no Porto, Hospital de referência para estas situações.

O paciente, de acordo com o canal público, é um empresário de Felgueiras, com mais de 45 anos, que fez recentemente uma viagem de negócios a uma cidade próxima de Wuhan, epicentro do surto, e onde há registo de vários casos do novo coronavírus.

O cidadão português apresenta um quadro de infeção respiratória e está dentro do período de incubação (de 14 dias) do ‘2019-nCoV’.

Neste momento, o empresário está em isolamento, num quarto de pressão negativa. As análises ao sangue serão enviadas para o Instituto Ricardo Jorge e, este sábado de manhã, já haverá confirmação ou não desta suspeita.

Saliente-se que esta suspeita surge depois de a Direção Geral de Saúde ter feito um balanço sobre a evolução do surto e as medidas que estão a ser adotadas por Portugal.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Esta é a sexta vez que a OMS declara uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.

Para a declarar, a OMS considerou três critérios: uma situação extraordinária, o risco de rápida expansão para outros países e a exigência de uma resposta internacional coordenada.